10 Janeiro até 31 Janeiro

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OTIA TVTA

Exposições

Espaço Triângulo

15 ANOS depois do último encontro em Utrecht, 4 senão 3 e 1 ao longe, ótias, e que longe andaram, e um rato, intercetam-se para mais um estrondoso sucesso artístico!

Dos percursos individuais que entretanto ou mesmo só anteontem fizeram-trazem, em mala de cabine, porta-fatos ou cestinha de verga,

obra que talvez o não seja ou só o seja se vier a ser, e muito eventualmente, aquilo que uma participação não necessariamente esclarecida mas finamente democrática 

determinar.

a verdadeira poção mágica.

lancem-se todos ao leão, não sobre pelo.

Pelo fim das pernas compridas!

OTIA TVTA é o nome da primeira performance dos artistas Agostinho Gonçalves, André Catalão, Eduardo Petersen, Paulo Lisboa, que aconteceu em 2009, que consistia visivelmente e apenas no serviço de bebidas duma inauguração, realizado por 50 empregados fardados, performance com a qual se questionava a maior importância das inaugurações relativamente às exposições correspondentes e naturalmente às obras expostas, e por isso também aos artistas.

Em Dominó, realizaram-se com a colaboração de muitos outros artistas, várias partidas do jogo dominó para obter correspondências a listas das palavras mais frequentemente usadas, à época, nos textos curatoriais e de folhas de sala, de modo a conseguirem-se sequências de palavras que formassem um texto curatorial que foi usado num catálogo falso, que constituiu umas das participações do grupo OTIA na exposição colectiva internacional Hotchpotch, sendo a outra a da colocação não autorizada de dois seguranças na entrada do espaço, durante a inauguração, cobrando bilhetes aos convidados.

Em Utrecht, Países Baixos, no cenário do início da austeridade imposta a Portugal, (quatro) portugueses postos na ordem pela Troika e acusados por um holandês de gastarem o que não tinham, em vinho e mulheres, gizaram um plano de conquistarem o amor de mulheres holandesas e de as levarem ao casamento, cantando-lhes fado.

Em 2026, questionam todos os papéis artísticos, questionam o seguimento acéfalo de inúmeras regras profissionalizantes, questionam os pensamentos únicos, abrindo a montagem da exposição a uma participação fértil.